Hoje dou a palavra à Patrícia, que muito amavelmente aceitou o meu convite para escrever um texto sobre a sua perspectiva dos nomes próprios mais utilizados no Brasil. Adorei o resultado final, e adorei esta partilha!
Sou adoradora de nomes, sou capaz de lembrar de todos os meus colegas da infância pelo nome, mas jamais lembraria deles pela fisionomia. Principalmente os nomes mais bizarros são os que tenho mais facilidade de gravar; Rutay (M), Og (M), Mazaiarla, Ivna, são alguns exemplos de nomes que guardei em minha memória, jamais esquecerei.
Sou professora e coordenadora educacional há quase 5 anos, ao iniciar o ano letivo tenho o costume de analisar todos os nomes das crianças que estão chegando e, assim, realizar várias descobertas maravilhosas, algumas delas tentarei compartilhar com vocês agora.
Peço desculpas antecipadamente se caso utilizar algum termo desconhecido ou de outro sentido em Portugal.
Nasci na década de 80 e acho os nomes dessa época muito mais bonitos do que os de hoje, na minha sala de aula haviam várias Patrícias, Julianas, Andressas e Júniors, nomes simples, comuns, fáceis de escrever. Hoje admito que as pessoas são bem mais criativas, observem que o nome mais repetido na minha escola é Sthephany (juro!), são pelo menos cinco meninas com esse nome, entre os meninos o mais repetido é Arthur (4).
Também percebi que antes era mais difícil encontrar crianças com nomes duplos, hoje é raro crianças com apenas um nome. Quando as crianças possuíam dois nomes, geralmente eram acompanhados pelos clássicos Ana e/ou Maria, hoje vejo infinitas combinações que até eu mesma no meu auge de criatividade não conseguiria combinar. Temos Iasmin Samara, Jaíza Eduarda, Talita Larissa, Adla Emile, Enio Gabriel, Iuri César, Plínio Augusto e dezenas de outras combinações impensáveis.
Descobri também que começo a desgostar de um nome quando ele começa a ficar comum demais. Há uns dois anos já perguntava o sexo do bebê e caso fosse menino eu “adivinhava” que seria Kauã, tão comum estava este nome por aqui e, há mais tempo ainda, nasceram milhares de Maria Eduarda, tornando esse nome doído aos meus ouvidos (por sinal nome da minha sobrinha).
Projetando para 2012 eu acredito que Heitor e Elisa irão subir no ranking brasileiro mais ainda e, mais pra frente, apostaria nos nomes Valentin/Valentina, Lavínia, Enrico e espero que Levi também alcance boa posição, pois Davi já esta enjoando.
Essas foram algumas considerações rápidas que fiz com muito carinho pra esse blog querido que me fascinou. Estou à disposição, é sempre um prazer compartilhar. Essas não são considerações técnicas, o Brasil é um país continental, moro em um extremo do Nordeste e pode ser que pessoas de outras regiões do meu país tenham opiniões divergentes.
**Todos os nomes usados no post são de alunos e filhos de amigos próximos.
Isabella do Brasil e Vi, aproveito para vos lançar o mesmo desafio. Aliás, a vocês e a toda a gente que tenha um tempinho livre e que queira partilhar a sua paixão pelos nomes, não só em Portugal ou no Brasil, mas em todos os países de língua portuguesa! Podem enviar os textos para o email nomesportugueses@gmail.com